Ao pegar uma condução para ir ao trabalho ou à universidade você se depara com um imprevisto: o itinerário usual foi alterado devido a manutenção na linha e, como consequência, não o levará ao seu destino. Com objetivo de evitar um possível atraso, você começa a identificar algumas opções disponíveis (e.g. pedir carona para um colega, ir a pé ou utilizar um transporte privado). Entretanto, cada opção possui um custo e um risco associado a ela, por exemplo, ir a pé o deixará cansado e você estima que chegará com 20min de atraso; utilizar um transporte privado pode ser caro, mas há maiores chances de você chegar pontualmente; pegar carona com um colega implicaria em combinar um ponto de encontro e espera-lo, porém, com uma grande incerteza com relação a hora que você chegará ao seu destino. Finalmente, em menos de 30seg você decide pelo transporte privado.

Como você tomou essa decisão de forma tão rápida? Quais fatores foram determinantes para sua escolha? Apenas com base nesse exemplo, seria possível assumir que você é uma pessoa que possuí aversão ao risco ou que você é propenso a tomar riscos. Seria o comportamento em relação ao risco um traço de personalidade ou um estado influenciado pelas etapas do desenvolvimento, humor, estresse, fatores socioeconômicos, e/ou dependente de situações específicas? Se sim, como isso ocorre?

Para responder a essas e outras perguntas, a obra Julgamento e Tomada de Decisão contou com a colaboração de especialistas em diversas áreas. Em seus capítulos iniciais, a obra abrange conceitos gerais, buscando suas origens na matemática aplicada e na economia que deram a base e ainda sustentam o estudo da tomada de decisão. Em seguida, o livro apresenta alguns estudos recentes sobre a neurobiologia da tomada de decisão e como esse sistema neurobiológico complexo teria evoluído para aprimorar esse processo. Nos capítulos seguintes, discute-se a influência do ciclo vital e das etapas do desenvolvimento, como abordagens translacionais têm contribuído para expandir a área por meio de novas perguntas de pesquisa, e ainda, de que forma aspectos morais e sociais moldam nossas escolhas no dia-a-dia. Na sequência, o tema é abordado por especialistas de diferentes áreas, compartilhando com o leitor como vários dos conceitos anteriores têm sido aplicados no direito, no esporte e na medicina e na saúde pública. Por fim, o livro traz como desordens específicas, tais como os transtornos por uso de substâncias, transtornos de humor, transtornos psicóticos, transtornos neurológicos e transtornos alimentares podem influenciar a forma como decidimos.

Esta obra pode ser considerada um marco importante no estudo da tomada de decisão no Brasil, pois apresenta os alicerces teóricos da área e traz a tomada de decisão como um objeto de estudo fundamental para a compreensão do comportamento humano.

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Texto escrito por:

Bruno Kluwe-Schiavon, autor do livro Julgamento e Tomada de decisão