Clínica do Continente - capa Por Clínica do Continente propõe-se um modelo de clínica psicanalítica em que o foco da atenção é deslocado para o Eu, tendo como vértice sua estrutura e sua função de continente psíquico: contenção, limite, fronteira, interface, espacialidade psíquica são aspectos da função e da estrutura continente do Eu que cumprem múltiplas funções de qualidades narcísicas e que lhe conferem capacidade e características funcionais. Propõe-se fazer da estrutura continente do Eu um objeto de escuta e intervenção clínica: escuta sensível aos efeitos de suas deformações e más-formações que invariavelmente se apresentam na clínica, e intervir no sentido de promover transformações da estrutura continente do Eu. Como Clínica doContinente propõe-se acolher aquelas situações em que características topológicas e estruturais do Eu se fazem vivas nos encontros clínicos, assumem o centro da cena ao ecoarem sofrimentos ou sintomas que comprometem o bem-estar narcísico.

Dialogando com autores como Freud, Bion e Didier Anzieu, entre outros de extrema relevância, a autora apresenta alguns fundamentos metapsicológicos e conceituais subjacentes ao modelo clínico proposto: uma concepção metapsicológica do aparelho psíquico sob a perspectiva da espacialidade psíquica e sua relação com a estrutura continente do Eu; e uma metapsicologia genética do Eu como estrutura continente. Para em seguida, no último capítulo, apresentar através de material clínico, a Clínica do Continente.