As pessoas constituem o recurso mais valioso da organização. Por capital mental entende-se todos os recursos emocionais e cognitivos do indivíduo, nomeadamente a capacidade cognitiva, flexibilidade, inteligência emocional e resiliência frente a diferentes situações enfrentadas no mundo contemporâneo.

Especialmente no ambiente de trabalho, são enfrentadas diariamente pressões externas, expectativas e ideais, metas por produtividade, padrões comportamentais, representando assim uma complexa rede de exigências da realidade.

Sob a ótica da psicanálise, é possível conceber essa extensão de recursos para lidar com essa realidade interna e externa, pertencente ao ego. Segundo Freud, o ego compreende um sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, e as exigências da realidade e as ordens do superego.

A verdadeira personalidade então decide se acata as decisões pulsionais do Id ou do Superego. Neste sentido a personalidade atua como o conjunto de funções subjetivas agrupadas fundamentalmente em três setores: afeto, conativo e intelectual (ou cognitivo). Segundo Anibal (2014) “Estas funções psíquicas resultam do funcionamento cerebral, são peculiares à espécie humana e continuamente regem em harmonia as disposições do indivíduo e as suas relações com os ambientes físico e social”.

Hermann Rorschach (1884-1922) foi o primeiro a utilizar manchas fortuitas de tinta para investigação da personalidade, preocupando-se não somente com o que a pessoa via, mas como via cada figura, relacionando tais observações às funções psíquicas. Antes dele, muitos pesquisadores utilizaram essa técnica para verificar somente a imaginação e a criatividade a partir das respostas obtidas às manchas.

Alguns testes psicológicos partem de aspectos psicodinâmicos clássicos para avaliação da personalidade, onde seu uso é amplamente realizado em processos seletivos de alto nível hierárquico.

Dentre os diferentes instrumentos destacam-se as técnicas projetivas como Rorschach e Zulliger. Amplamente utilizados no ambiente corporativo, permitem ao psicólogo validar com eficácia sua confiabilidade interpretativa, considerando um método que contempla dados quantitativos e qualitativos, diferenciando como um processo de visão integrada e não fragmentada se comparada a outras técnicas psicológicas.

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