2016 foi um ano difícil em diversos aspectos para nós, psicólogos e, porque não, brasileiros. Mas esse novo ano chega com novas oportunidades de atuação para psicólogos, e até como um ano para reafirmar áreas clássicas, mas muito relevantes, da profissão. Sucesso profissional depende dentre outras coisas de investimento, tentar o novo e aceitar desafios. Assim, apresentamos uma lista com cinco tendências para o ano que em breve se iniciará:

1 – Psicologia Positiva e Coaching

A psicologia positiva é um ramo da psicologia que enfoca a busca pela satisfação pessoal e pela felicidade, em vez de buscar o tratamento de transtornos e problemas mentais. A visão aqui é mais preventiva e de aumento da qualidade de vida. Do mesmo modo, a psicologia do coaching busca ajudar os clientes a estabelecer objetivos e alcançar seu potencial máximo. É uma área de atuação que pode ser aplicada tanto no âmbito de melhoria pessoal, quanto em contextos organizacionais, de trabalho e educacionais. Os dois conceitos têm ainda em comum a noção de serem baseados em evidências científicas, e se tornam cada vez mais relevantes na medida em que buscam promover saúde, em vez de apenas tratar problemas.

2 – Psicologia aplicada à saúde geral

Todos sabemos que saúde mental e saúde geral se integram. Em um período em que há um aumento vertiginoso de problemas e doenças crônicas fortemente ligadas a fatores comportamentais – sedentarismo, tabagismo, sobrepeso/obesidade, alimentação não-saudável, a psicologia oferece um suporte para ajudar na mudança de hábitos em saúde, e deve integrar cada vez mais os sistemas de saúde que lidam com tais problemas.

3 – Orientação vocacional

A orientação profissional não é um ramo novo na psicologia, mas tem ganhado cada vez mais força. Mais do que nunca, há um incentivo pela escolha de uma área de trabalho que gere satisfação e identificação, para além dos ganhos financeiros. Com o aumento das opções de escolha profissional, o psicólogo se torna essencial como um guia para esse processo decisório tão importante.

4 – Avaliação e intervenção psicológica no período pré-escolar

Diversos fatores são responsáveis pelo aumento da busca por atendimento psicológico no período pré-escolar: inserção cada vez mais cedo na escola, identificação precoce de dificuldades comportamentais e atendimento preventivo são alguns deles. Em conjunto com o aumento da demanda, há também o aumento da quantidade de testes e métodos para avaliação e intervenção nesse período. O período pré-escolar é um momento de ouro para intervenções comportamentais, especialmente aquelas voltadas para pais, porque garante maiores chances para sucesso do tratamento.

5 – Neuroeconomia

A economia comportamental é o ramo que mais cresce nas ciências econômicas, e se constrói na interface com a psicologia, considerando a importância de aspectos psicológicos na escolha do consumidor. A neuroeconomia agrega os conhecimentos das neurociências nesse processo. Com a diversificação do mercado e o efeito da crise financeira, estratégias de marketing precisam considerar o comportamento do consumidor, e é por isso que se torna um foco interessante para psicólogos.

E você, acrescentaria alguma outra tendência? Deixe seu comentário abaixo!

Texto escrito por:

Isabela Sallum Guimarães (psicóloga)
Mestre em Biologia Molecular – Ilumina Neurociências