Na atualidade, por conta de uma série de mudanças culturais, a psicanálise se defronta com a complexidade de quadros psicopatológicos que desafiam sua teoria e sua técnica. Se o saber psicanalítico foi criado por Freud, sobretudo, como um método de investigação e tratamento das neuroses clássicas – histeria, neurose obsessiva e fobia –, tais quadros parecem não dar conta mais, exclusivamente, do que se manifesta hoje como demanda clínica.

Além disso, o avanço das neurociências e a hegemonia da chamada “psiquiatria biológica” também questionam se a psicanálise ainda seria de fato um saber à altura dos novos tempos, ou seria apenas uma terapêutica do século XX que estaria sendo ultrapassada por métodos terapêuticos mais eficazes.

Diante dessas questões, é surpreendente que encontremos justamente nas elaborações iniciais de Freud, dos anos 1890, ideias e conceitos que se aproximam bastante de alguns quadros atuais, como a síndrome da fadiga crônica, a síndrome do pânico e as somatizações. Dessa forma, a neurastenia, a neurose de angústia e a hipocondria – as chamadas “neuroses atuais” – adquirem uma impressionante atualidade.

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De Paulo Ritter, o livro será lançado no 2º Encontro Interfaces da Psicologia, que acontecerá em 30/11, às 19h, na Livraria da Vila. O evento é gratuito e as vagas são limitadas.

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