O envelhecimento da sociedade é um fato. Obviamente que temos que ter clareza que a afirmativa significa muito mais do que aumento da expectativa de vida. Excelentes trabalhos têm discutido não só o fato em si, mas principalmente suas consequências. A discussão sobre a reforma da previdência no Brasil e o impacto socioeconômico que essa mudança trará já é um reflexo dessa percepção.

Envelhecer bem, com saúde e disposição não parece ser tarefa tão simples, mas a ciência tem feito sua parte. O avanço do conhecimento sobre o que é o envelhecimento em diversas áreas da saúde tem sido protagonista da noção que estamos não só envelhecendo, mas envelhecendo melhor.

A compreensão, por exemplo, das mudanças naturais que o Sistema Nervoso Central passa com o envelhecimento, sejam anatômicas ou funcionais, permite que lidemos qualitativamente melhor com característica próprias de indivíduos idosos, como relativa redução da capacidade atencional, de memória e da velocidade de processamento, para citar alguns exemplos. Essa compreensão mais apurada tem nos permitido cada vez mais estabelecer parâmetros do que esperar no curso normal do envelhecimento.

Obviamente que o envelhecimento também envolve mudanças ambientais e a forma como o idoso lida com questões que poderiam ser consideradas próprias à sua faixa etária: como a aposentadoria, que pode ter efeito tanto positivo quanto negativo, a depender de fatores prévios como planejamento, satisfação com o trabalho ou o valor pago pela aposentadoria; ou até a forma como o idoso lida com a extensão do período de atividade sexual.

O fato é que tem sido cada ver mais imperativo compreender não somente o envelhecimento em si, como processo natural de desenvolvimento, mas o que pode influenciar alterações nesse percurso. Especificamente, no que se refere à profissionais da psiquiatria, geriatria, neurologia, psicologia e afins, compreender quais aspectos podem alterar o processo saudável de envelhecimento mental.

O livro da Coleção Neuropsicologia na Prática Clínica, “Psicogeriatria na Prática Clínica”, organizado pelos professores Antônio Lúcio Teixeira Júnior, Breno Diniz e Leandro Malloy-Diniz surge da percepção da necessidade de disponibilizar desde à estudantes até profissionais já atuantes na área, uma visão abrangente, integradora e atualizada das principais doenças que afetam a saúde mental e a qualidade de vida dos nossos idosos, e principalmente como lidar clinicamente com ela. O livro conta com a contribuição de diversos especialistas e pesquisadores renomados da área, nacional e internacionalmente, que apresentam de forma objetiva e acessível o estado da arte sobre o conhecimento dos diversos temas de interesse à psicogeriatria, e mostra-se como leitura indispensável àqueles que desejam trabalhar ou que já trabalham com idosos, sendo também uma excelente opção de livro texto à ser adotado em cursos que tratem da temática.

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